terça-feira, 12 de maio de 2009

A Independência das 13 colônias da América do Norte

Bruno Albuquerque Figueiró - Aluno do 8o ano H do Colégio Batista Mineiro

A Independência das 13 colônias da América do Norte - (página 29 a 33)-Segundo Capítulo. VICENTINO, Cláudio. Projeto Radix: 7a Série. São Paulo: Editora Scipione, 2005.

A Independência das 13 colônias da América do Norte


A Independência das colônias inglesas foi um movimento de emancipação política, em que, influenciados pelas idéias iluministas, os colonos passaram a questionar o domínio metropolitano. Mas para entender melhor essa insatisfação por parte das colônias à metrópole, vamos primeiro compreender a origem colonial e a dominação inglesa sobre eles.


Bem, as colônias inglesas “foram fundadas por migrantes ingleses que fugiam de perseguições religiosas e políticas, buscando um local onde pudessem viver e constituir uma vida melhor”. Essas colônias podem ser divididas em duas, baseando-se nos seus sistemas fundiários: as colônias do centro-norte - policultura, minifúndio, economia de subsistência e mão-de-obra livre ou servil - e as do Sul - monocultura, latifúndio, economia exportadora e mão-de-obra escrava.

Até o século XVIII tudo ocorria bem, as colônias até gozavam de uma relativa autonomia administrativa, porém essa situação começou a mudar. Nos meados do século XVIII “iniciava-se na Inglaterra a Revolução Industrial, que levou à adoção de politícas de ampliação e preservação dos mercados consumidores para os produtos manufaturados e de fornecedores de matérias-primas, portanto, o governo inglês voltou a atenção para suas colônias, limitando-lhes a autonomia.

O agravamento dessas relações deu-se com a Guerra dos Sete Anos, um conflito armado entre a França e a Inglaterra pela disputa de territórios a oeste das colônias, pois suspeitava-se que havia ouro nessa região. Vencedora da guerra, a Inglaterra decide cobrar os custos dela, dos colonos, que ficam insatisfeitos.

Juntamente com os custos da guerra que foram cobrados da colônia, a Inglaterra decide criar outros impostos para aumentar a sua arrecadação, como a lei do açúcar (taxava pesadamente o comércio com o açúcar antilhano) – essa lei prejudicava o comércio triangular, que era um ciclo comercial entre as colônias, a África, as Antilhas e a Europa, em que eram importados e exportados o açúcar, escravos, peixes, cereais, peles de animais, madeira, gado e rum - a lei do Selo ( todo documento que circulasse na colônia deveria ter o selo da coroa inglesa ), a lei do chá e taxas sobre o papel, vidro e chumbo. Isso fora as leis intoleráveis, como a lei do aquartelamento, lei de Quebec e do Porto de Boston.

Indignados com todas essas leis, os colonos se reúnem e convocam o primeiro Congresso Continental da Filadélfia pedindo o fim das leis intoleráveis, porém seu pedido foi negado pela metrópole. Então, no ano seguinte, no Segundo Congresso Continental da Filadélfia declaram a guerra de independência dos EUA. Os colonos conseguiram uma grande ajuda dos franceses e espanhóis, inimigas dos ingleses, por isso venceram a guerra e conseguiram que a Inglaterra reconhecesse a independência política, econômica e social dos Estados Unidos da América.


Como essa vontade dos colonos em serem independentes baseava-se em princípios iluministas, a constituição americana também baseou-se no iluminismo, prova disso são estes pilares dessa constituição: poder tripartido ( legislativo, judiciário e executivo ), democracia representativa, liberalismo político e a universalização dos direitos, além dos progressos materiais e institucionais. Portanto, a Independência das 13 colônias foi mais um modo de propagação das idéias iluministas.

Um comentário:

Rhayssa disse...

Com isso tudo, qual foi os efeitos do liberalismo na Indepedencia das 13 colonias??